Missing what hasn't changed (yet).
This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Thinking about the future of cinema sometimes makes me a little anxious. Contrary to what many people think, I truly don't believe that cinema will ever come to an end. However, I am absolutely certain that, just as it has been changing over the decades (ever since its birth), very soon it will no longer be the same cinema that those of us from the current generation know (and the essential part of that change will be driven precisely by the interests of the audience). To what extent will this be a viable decision, considering the interests of the majority?
A very clear reflection of what I'm trying to say (and what certainly supports my point of view on the subject) is many people's impatience with "long movies". From their perspective, if a movie runs longer than 90 minutes, it is already considered a long project. Therefore, movies that last 120 minutes are certainly regarded by these same people as "unbearable" to watch (at least in a single sitting). The battle of time versus quality has been increasingly intensifying.
As someone who appreciates cinema, whenever I come across this kind of situation, I have to admit that it makes me very sad. Everything becomes even more intense inside a movie theater when I see people leaving screenings of movies they consider "long" (using only the runtime as their criterion, rather than other aspects such as a whole narrative immersion... just to mention a random example). That part of the future is something truly frightening, and that only tends to get worse.
I know there may be other reasons why these same people leave movie theaters, but it is not uncommon to see many of them using smartphones or talking randomly during the screening, as if what is on the screen were something insignificant. Anyway, perhaps I have a very idealistic view of this subject (which is very dear to me, obviously), but it's sad to know that part of the cinema that is yet to come will be very different from what I genuinely appreciate today.
The way cinema of the future may be "reshaped" is what concerns me, not the fact that change itself is happening (which is indeed inevitable, and only a matter of time before everything unfolds). What kind of movies will be made? Will cinema surrender to the consumption of short movies just to satisfy audiences? Will the essence of the Seventh Art be "smothered" until it no longer exists? How will financial considerations reflect the interests of major studios? What's coming?
I know, there are many questions. However, the worst part of all this (and what truly frightens me the most) is knowing that there are no answers to any of them (at least not at this moment). Everything will depend on how our society interacts with the technological (and consumer-driven) future; as well as the society that comes after ours. This is the kind of transition that frightens me, and I think true cinema will become nothing more than a "faint memory" (even though it was very well built over the years).
Echar de menos lo que no ha cambiado (todavía).
Pensar en el futuro del cine a veces me deja un poco aprensivo. Al contrario de lo que muchas personas piensan, realmente no creo que el cine vaya a terminar algún día. Sin embargo, tengo plena certeza de que, así como ya ha venido ocurriendo a lo largo de décadas (desde su nacimiento), dentro de muy poco tiempo ya no será el cine que nosotros, de la generación actual, conocemos (y la parte esencial de este cambio estará guiada precisamente por los intereses del público). ¿Hasta qué punto será esta una decisión viable, teniendo en cuenta los intereses de la mayoría?
Un reflejo muy claro de lo que estoy intentando decir (y que, sin duda, fundamenta mi punto de vista sobre el tema) es la impaciencia de muchas personas con relación a las “películas largas”. Desde el punto de vista de estas personas, si una película supera los 90 minutos, ya es considerada un proyecto de larga duración. Siendo así, las películas de 120 minutos son ciertamente consideradas por estas mismas personas como proyectos “insoportables” de ver (al menos de una sola vez). La batalla entre el tiempo y la calidad se ha intensificado cada vez más.
Como amante del cine, siempre que veo este tipo de escenario frente a mí, confieso que me pongo muy triste. Todo se vuelve aún más intenso dentro de una sala de cine, cuando veo a personas abandonando sesiones de películas que consideran “largas” (usando como único criterio apenas el tiempo de duración de la misma, y no otros aspectos como la inmersión narrativa... solo por mencionar un ejemplo). Esta parte del futuro es algo muy aterrador, y eso solo tiende a empeorar.
Sé que puede haber otras razones para que estas mismas personas abandonen las salas de cine, pero no es raro ver a muchas de ellas usando teléfonos inteligentes o conversando aleatoriamente durante la exhibición de la película, como si lo que estuviera en la pantalla fuera algo despreciable. En fin, quizás tengo una visión demasiado utópica sobre este asunto (que es muy importante para mí, obviamente), pero es triste saber que una parte del cine que aún está por venir será muy diferente de lo que realmente aprecio hoy.
La forma en que el cine del futuro puede ser “remodelado” es lo que me preocupa, no el hecho del cambio en sí (que, de hecho, es algo inevitable, siendo solo una cuestión de tiempo hasta que todo suceda). ¿Qué tipo de películas serán realizadas? ¿El cine se rendirá al consumo de películas cortas solo para satisfacer al público? ¿La esencia del Séptimo Arte será “asfixiada” hasta dejar de existir? ¿Cómo reflejará el aspecto financiero el interés de los grandes estudios? ¿Qué es lo que viene?
Lo sé, son muchas preguntas. Sin embargo, lo peor de todo esto (y lo que realmente más me asusta) es saber que no existen respuestas para ninguna de ellas (al menos no hasta este momento). Todo dependerá de cómo nuestra sociedad interactuará con el futuro tecnológico (y consumista); así como también la sociedad que vendrá después de la nuestra. Este es un tipo de transición que me asusta, y creo que el cine de verdad será apenas un “vago recuerdo” (aunque muy bien construida a lo largo de los años).
Sentindo saudades do que (ainda) não mudou.
Pensar no futuro do cinema às vezes me deixa um pouco apreensivo. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eu realmente não acredito que o cinema irá acabar algum dia. No entanto, eu tenho plena certeza de que, assim como já vem acontecendo ao longo de décadas (desde o seu nascimento), muito em breve, ele não será mais o cinema que nós da geração atual, conhecemos (e a parte essencial dessa mudança será guiada justamente pelos interesses do público). Até onde isso será uma decisão viável considerando os interesses de uma maioria?
Um reflexo muito claro do que eu estou querendo dizer (e que com certeza embasa o meu ponto de vista sobre o tema) é a impaciência de muitas pessoas em relação aos “filmes longos”. No ponto de vista dessas pessoas, se um filme passa dos 90 minutos, ele já é considerado como um projeto de longa duração. Sendo assim, filmes com 120 certamente são considerados por estas mesmas pessoas como projetos “intragáveis” de serem assistidos (ao menos de uma única vez). O tempo contra a qualidade tem sido batalha que vem se tornando vez mais crescente.
Enquanto apreciador de cinema, sempre que eu vejo esse tipo de cenário na minha frente, eu confesso que fico muito triste. Tudo fica ainda mais intenso dentro de uma sala de cinema, quando eu vejo pessoas abandonando sessões dos filmes que elas consideram “longos” (usando como único critério apenas o tempo de duração do mesmo, e não outros aspectos como imersão narrativa... apenas para mencionar um exemplo). Essa parte do futuro é algo muito assustador, e que só tende a piorar.
Eu sei que podem haver outras razões para essas mesmas pessoas deixarem as salas de cinemas, mas não é incomum ver muitas dessas pessoas usando smartphones ou conversando aleatoriamente durante a exibição do filme, como se o que estivesse na tela fosse algo desprezível. Enfim, talvez eu tenha uma visão muito utópica sobre esse assunto (que me é muito caro, obviamente), mas é triste saber que uma parte do cinema que ainda está por vir será muito diferente do que eu realmente aprecio hoje.
O modo como o cinema do futuro pode ser “remodelado” é o que me preocupa, não o fato da mudança em si (que de fato é algo inevitável, sendo apenas uma questão de tempo até que tudo aconteça). Que tipo de filmes serão feitos? O cinema irá se render ao consumo dos filmes curtos apenas para satisfazer o público? A essência da Sétima Arte será “sufocada” até não mais existir? Como o aspecto financeiro refletirá o interesse de grandes estúdios? O que está vindo?
Eu sei, são muitas as perguntas. No entanto, o pior de tudo isso (e o que realmente mais me assusta) é saber que não existem quaisquer respostas para nenhuma delas (ao menos não até este momento). Tudo dependerá de como a nossa a sociedade irá interagir com o futuro tecnológico (e consumista); assim como também a sociedade que virá depois da nossa. Esse é um tipo de transição que me assusta, e acho que o cinema de verdade será apenas uma “vaga lembrança” (ainda que muito bem construída ao longo dos anos).
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