Has Marvel Studios' magic turned to dust?
This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.
Recently, the first trailer for the highly anticipated (at least by a legion of fans, which definitely does not apply to the younger part of today's society... after all, times have changed a bit, to say the least) Avengers: Doomsday was released. A (small) fragment of the great mystery that this movie is was finally revealed, as an avalanche of wildly different speculation and theories has already spread across the internet around the world.
So far, everything the public knows has been limited to the idea of just how powerful the "new" greatest enemy of the superheroes (Doctor Doom) is, through his introduction via a verbal explanation from another character (Thor). Compared to Thanos, the next villain is even more powerful. That naturally makes him a highly complex threat, but one that is still unknown to the general audience because there has never even been a single mention of him before.
From my point of view, this issue may be one of the biggest mistakes of Avengers: Doomsday, because we are witnessing the "birth" of a villain who did not receive the same narrative build-up that Thanos did. There is no connection between the audience and him (or even with the movie's own characters so far). Literally, it's as if Marvel Studios decided to pull a "rabbit out of a hat”, in order to perform a magic trick.
In this case, the "magic" is trying to make longtime audiences care enough to want to go to the theater and watch another big (but no longer unprecedented, at least not in its essence compared to what was already done with Avengers: Endgame) gathering of familiar superheroes, while simultaneously trying to "recruit" an entirely new (and unlikely) legion of fans (which, in my opinion, will not happen in either case). It almost seems that, here, the magic has turned to dust.
Although the trailer already technically shows that it will be a visually outstanding production (which was already expected, since it is obviously an expensive movie), it offers no explanation whatsoever and only presents a compilation of highly disconnected scenes, tied together by a narrative "thread" with very little depth. One thing that is very clear in this first trailer is just how confusing it is, and it doesn't seem to make the slightest sense within its own context.
Once again, we are going to witness another attempt by Marvel Studios to appeal to the nostalgia of already familiar universes in order to climb one more step on the ladder by trying to "evoke" that same feeling in the audience's minds (especially among longtime fans). The chances of this movie being a complete mess are extremely high, especially because it will have to deal with a huge cast of characters (who, incidentally, are already a mess because of the timeline itself).
This time, the great epic reunion that audiences have already seen before feels to me like nothing more than a reunion of friends from a time when they all studied at the same school or university, or friends who once worked at the same company. The trailer offers the audience no positive emotion that justifies its own existence, making it clear that the movie's problems have already begun in advance. The product will be visually impressive, but without much real significance.
¿La magia de Marvel Studios se convirtió en polvo?
Recientemente, se lanzó el primer tráiler del tan esperado (al menos por una legión de fans, lo que definitivamente no se aplica a la parte más joven de la sociedad actual... porque los tiempos han cambiado un poco, por decir lo menos) Vengadores: Doomsday. Un (pequeño) fragmento del gran misterio que es esta película finalmente pudo verse, mientras una avalancha de especulaciones y teorías muy diversas ya se ha extendido por internet en todo el mundo.
Hasta el momento, todo lo que el público conoce se ha resumido a la idea de cuán fuerte es el “nuevo” gran enemigo de los superhéroes (Doctor Destino), gracias a la introducción del mismo mediante la explicación verbal de otro personaje (Thor). Comparado con Thanos, el próximo villano es aún más poderoso. Esto naturalmente lo convierte en una amenaza bastante compleja, pero que hasta ahora es desconocida para el público en general porque nunca hubo siquiera una mención sobre él.
Desde mi punto de vista, esta cuestión puede ser uno de los peores errores de Vengadores: Doomsday, porque estamos presenciando el “nacimiento” de un villano que no tuvo una construcción narrativa previa como la que tuvo Thanos. No existe ninguna conexión del público con él (ni siquiera con los personajes de la propia película hasta el momento). Literalmente, es como si Marvel Studios hubiera decidido sacar un “conejo de la chistera”, con el objetivo de hacer un truco de magia.
En este caso, la “magia” consiste en intentar que el público antiguo se interese lo suficiente como para querer ir al cine y ver una gran (aunque ya no inédita, al menos no en su esencia si se la compara con lo que ya se hizo en Vengadores: Endgame) reunión de superhéroes ya conocidos, al mismo tiempo que intenta “reclutar” a toda una nueva (y remota) legión de fans (lo que, en mi opinión, no ocurrirá en ninguno de los dos casos). Parece que aquí la magia se convirtió en polvo.
El tráiler, aunque técnicamente ya demuestra que será una producción de excelente calidad visual (algo que ya era de esperarse, porque es una película con un costo de producción obviamente elevado), no ofrece ningún tipo de explicación y solo presenta una recopilación de escenas muy inconexas, unidas por un “hilo” narrativo de una profundidad muy superficial. Una cuestión muy clara en este primer tráiler es lo confuso que resulta y que no parece tener el menor sentido dentro de su contexto.
Una vez más, veremos otro intento de Marvel Studios de apelar a la nostalgia de universos que ya son conocidos para así conseguir subir un peldaño más en esa escalera, intentando “evocar” ese mismo sentimiento en la mente del público (especialmente en la de los fans más antiguos). Las probabilidades de que esta película sea un desastre total son altísimas, sobre todo porque lidiará con una multitud de personajes (que, por cierto, ya son un caos debido a la propia línea temporal).
Esta vez, la gran reunión épica que ya vimos anteriormente me parece simplemente un encuentro entre amigos de una época en la que todos estudiaban en la misma escuela o universidad, o amigos que trabajaron en la misma empresa. El tráiler no transmite al público ninguna emoción positiva que justifique su propia existencia, dejando en evidencia que los problemas alrededor de la película ya comenzaron de forma anticipada. El producto será bonito, pero sin una relevancia significativa.
A magia da Marvel Studios virou pó?
Recentemente, o primeiro trailer do tão aguardado (ao menor por uma legião de fãs, que definitivamente não se aplica a parte mais nova da sociedade atual... até porque, os tempos mudaram um pouco, para dizer o mínimo) Vingadores: Doutor Destino foi lançado. Um (pequeno) fragmento do grande mistério que é este filme finalmente pôde ser visto, à medida em que uma avalanche de especulações e teorias muito diversas já está espalhada pela internet mundo à fora.
Até o momento, tudo o que é de conhecimento do público se resumiu a ideia do quão forte é o “novo” grande inimigo dos super-heróis (Doutor Destino) pela inserção do mesmo através da explicação verbal por outro personagem (Thor). Se comparado ao Thanos, o próximo vilão é ainda mais poderoso. Isso naturalmente o torna em uma ameaça bastante complexa, mas que até então é desconhecida do público em geral porque nunca houve se quer uma menção sobre ela.
No meu ponto de vista, essa questão pode ser um dos piores erros de Vingadores: Doutor Destino, porque nós estamos presenciando o “nascimento” de um vilão que não teve uma construção narrativa prévia como o Thanos teve. Não há nenhuma conexão do público com eles (e nem mesmo com os personagens do próprio filme até então). Literalmente, é como se a Marvel Studios tivesse decidido tirar um “coelho da cartola”, com o objetivo de fazer um truque de mágica.
Nesse caso, a “mágica” é tentar fazer o público antigo se importar o suficiente para querer ir ao cinema e assistir a uma grande (mas já não mais inédita, ao menos não na sua essência quando comparado ao que já foi feito com Vingadores: Ultimato) reunião de super-heróis já conhecidos, ao mesmo tempo em que tenta “recrutar” toda uma nova (e remota) legião de fãs (o que na minha opinião não acontecerá, em ambas as situações). Até parece que aqui, a magia virou pó.
O trailer, apesar de tecnicamente já mostrar que será uma produção de qualidade visual excelente (o que já era de se esperar, porque é um filme com custo de produção obviamente caro), não traz nenhum tipo de explicação, e só entrega um compilado com cenas muito desconexas, amarradas por um “fio” narrativo de profundidade muito superficial. Uma questão bem clara nesse primeiro trailer é o quanto ele é confuso, e não parece fazer o menor sentido no seu contexto.
Uma vez mais, nós iremos assistir a uma outra tentativa da Marvel Studios em apelar para a nostalgia de universos que já são conhecidos, para então conseguir subir mais um degrau nessa escada ao tentar “evocar” esse mesmo sentimento na mente do público (em especial, dos fãs mais antigos). As chances desse filme ser uma bagunça total são altíssimas, até porque ele vai lidar com uma multidão de personagens (que aliás, já são bagunçados pela própria linha do tempo).
Dessa vez, a grande reunião épica que já foi vista anteriormente me parece ser apenas um encontro entre amigos, de uma época onde todos já estudavam numa mesma escola ou universidade, ou amigos que já trabalharam numa mesma empresa. O trailer não entrega ao público nenhuma emoção positiva que valida à sua própria existência, evidenciando que os problemas ao redor do filme já começaram antecipadamente. O produto vai ser bonito, mas sem boa relevância.
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