Buddhism is better than I expected // O Budismo é bem melhor do que eu esperava
Life has made it impossible to maintain a routine of posting here, I've prioritized work with more immediate pay and this has ended up taking me away from more experimental systems like Hive, unfortunately. But that doesn't mean I've given up or that I'm forgetting about this comfortable and pleasant space. So much so that here I am at two in the morning, making an effort to write a few but sincere words while I wait for my medicine to kick in and go to bed. And I'm going to use this short space of time to tell you about my most recent foray into the study of Buddhism. I remember that back when I was a teenager, Buddhism seemed like the perfect strategy to get away from Christianity (which I never liked, ever), it was obvious that it was a mouthful and I didn't even do anything to transform that label into a culture of life, a real change in my perceptions and paradigms, but I always had a special affection for this philosophy (which today I can understand better, it wasn't a religion, it never was).
Since then, I've changed my "religion" and spiritual perception more than 15 times and have ultimately accepted myself as a skeptic. Skepticism was undoubtedly the best and most lucid path I've taken and it's been permeating my personal universe for years and will probably continue to do so until the end of time and, although it may seem a little out of step, the only philosophy of life (with one foot in religion) that could follow me on this journey is Buddhism. But not just any, apparently only that path expressed and taught by the Buddha himself, the Theravada. Contrary to what people automatically think, Buddhism is not one and does not always follow the same logic and perhaps what kept me away from this line of thought was that despite its very advanced philosophical position, the Buddhism I knew tended to fall into the same holes as other religions: the worship of "power" figures, chanting in favor of these figures, a whole "lore" about the religion's mythology and a line of "characters" that needs to be respected. All of this honestly put me off too much and seemed to spoil such a sincere and profound proposal built by Siddhartha Gautama.
That's all I can write at the moment in the face of my deep sleep, but I'll organize myself to delve deeper into these themes.
Images obtained with free license from - Unsplash
Thanks for reading! Thomas Blum.
Português
A vida tem tornado impossível manter uma rotina de postagens por aqui, tenho priorizado o trabalho com remuneração mais imediata e isso acaba me afastando de sistemas mais experimentais como o Hive, infelizmente. Mas isso não quer dizer que eu desisti ou que eu esqueço dessa espaço confortável e agradável. Tanto é que cá estou às duas da manhã, fazendo um esforço para escrever umas poucas mas sinceras palavras enquanto espero o meu medicamento "bater" e ir pra cama. E vou utilizar esse pequeno espaço de tempo para contar minha mais recente incursão nos estudos do Budismo. Lembro que lá atrás quando adolescente, o Budismo me pareceu a estratégia perfeita para sair do cristianismo (que jamais me agradou, jamais), era óbvio que era da boca pra fora e nem realizei nada para transformar aquele rótulo em uma cultura de vida, uma mudança real em minhas percepções e paradigmas, mas sempre guardei um carinho especial por essa filosofia (que hoje consigo compreender melhor, não era uma religião, nunca foi).
De lá pra cá mudei de "religião" e percepção espiritual mais de umas 15 vezes e aceitei-me no final das contas como cético. O ceticismo foi sem dúvidas o melhor e mais lúcido caminho que trilhei e é ele que permeia meu universo pessoal há anos e provavelmente assim seguirá até o fim dos tempos e por mais que pareça meio descompassado, a única filosofia de vida (com um pé na religião) que poderia seguir junto a mim nessa jornada é exatamente o Budismo. Mas não qualquer um, aparentemente só mesmo aquele caminho expresso e ensinado pelo próprio Buddah, o Theravada. Diferente do que se pensa no automático, o budismo não é um só e não segue sempre a mesma lógica e talvez o que sempre me manteve mais afastado dessa linha é que apesar de seu posicionamento avançadíssimo em termos filosóficos, o budismo que eu conhecia tendia a cair nos mesmos buracos que outras religiões: a adoração de figuras de "poder", cânticos em prol dessas figuras, uma "lore" toda sobre a mitologia da religião e uma linha de "personagens" que precisa ser respeitada. Tudo isso sinceramente me desmotivava demais e parecia estragar uma proposta tão sincera e profunda construída por Sidarta Gautama.
Mas foi aí que eu me questionando sobre a origem verdadeira de Buddah e seus ensinamentos, acabei confirmando coisas que já desconfiava: Buddah ensinou inúmeras coisas, mas nenhuma (ou a maioria dessas coisas) não seguem as estruturas tão vistas nas tradições budistas famosas e populares. No budismo de raíz (o Theravada) não há adoração a figuras sagradas, não há cânticos e mantras para Sidarta que transcendeu a matéria, não existe um anseio pelos mestres ascencionados por que não existem mestres. Buddah diferente das outras linhas (como a tibetana ou a zen) acreditavam que não há motivos para extender seu conhecimento além do que se está aqui e é palpável. Não há deus, tal qual não há espírito/alma. É praticamente o materialismo objetivo apenas mais profundo do que o de contextos únicamente filosóficos. Eu acho que não terei tempo de mergulhar em cada um desses detalhes agora, infelizmente, mas que sirvam então como pontos a serem analisádos futuramente em artigos focando cada um em uma base em alguns dos pontos de Buddah (como as nobres verdades).
É tudo que consigo escrever por hora diante do meu sono profundo, mas vou me organizar para aprofundar nessa temáticas.
*Imagens obtidas com licença livre pelo:
Obrigado pea leitura!
Thomas Blum.
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